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Roberto Jefferson é indiciado por sugerir “dar um pau” em Guarda Municipal por atuação na pandemia da Covid-19

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A Polícia Civil de Juiz de Fora divulgou nesta quarta-feira (14/12) o indiciamento do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB/RJ) por prática de incitação a crime e injúria.

O indiciamento é referente a uma live organizada pelo vereador de Juiz de Fora Sargento Mello Casal (PTB), em março de 2021. Na época, a cidade vivia um período de restrição de circulação e funcionamento do comércio em virtude da pandemia de COVID-19. Quem estava fiscalizando os decretos municipais e estaduais era a Guarda Municipal de Juiz de Fora.

Na live, Roberto Jefferson sugeriu a criação de milícias e uma agressão aos agentes da Guarda Municipal.

“Está precisando montar umas milícias em Juiz de Fora e dar um pau na Guarda Municipal. Um pau para quebrar, virar os carros. Virar os carros deles, meter fogo e dar um pau neles”, disse o ex-deputado na ocasião.

Ainda na live, Jefferson diz que essa atitude é para montar uma emboscada para os agentes. “Monta uma cena para eles chegarem. Aí quando [a Guarda] chegar fecha a rua com pneu, bota fogo, deixa assim, duas viaturas, oito homens, isola os caras. Dá um pau neles de cacete, bate no joelho, no cotovelo, no ombro. Para quebrar a articulação. Bate para quebrar. E eles não vão voltar mais. O Margaridão vai ser desfolhado”, acrescentou o petebista, em referência jocosa à prefeita da cidade, Margarida Salomão (PT).

Segundo o delegado Samuel Neri, que comandou as investigações, o inquérito será remetido à justiça. “O inquérito policial será remetido, em breve, à Justiça”, disse o delegado.

Roberto Jefferson ficou em silêncio

De acordo com o delegado Samuel Neri, os investigadores estiveram no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para colher o depoimento de Roberto Jefferson, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o ex-deputado federal preferiu ficar em silêncio.

“Faltava concluir a investigação com o interrogatório do suspeito, que foi realizado nesta manhã. Ele fez o uso do seu direito em permanecer em silêncio durante as perguntas”, disse Nery.

Roberto Jefferson está preso desde outubro, depois que atacou agentes da Polícia Federal com granadas e tiros na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ).

Já em relação ao vereador Sargento Mello Casal (PTB), a Polícia Civil disse não haver encontrado nenhum crime.

“Durante as apurações, o vereador foi ouvido [mas não houve crime]. Mas um ofício será encaminhado à Câmara Municipal para análise de providências cabíveis”, finalizou Neri.

A reportagem tentou contato com as defesas de Roberto Jefferson e Sargento Mello Casal. Mas até o fechamento do texto, Jefferson não havia retornado.

Já Melo Casal disse: “Sempre confiei no trabalho das nossas forças de segurança e tenho certeza que minha conduta em momento algum foi contrária ao arcabouço jurídico, o que foi comprovado nos autos do inquérito policial. Apesar dos ataques injustos que sofri, a Justiça foi feita” – EM.

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