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CADÊ OS 7 MILHÕES?!: Sócios vão dar entrevista coletiva sobre o caso do Clube Cabo Branco, para cobrar o dinheiro acusando ex-presidente e construtora

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A atual diretoria e sócios do Clube Cabo Branco ( ECCB) irão prestar uma entrevista coletiva hoje na sede do sodalício para denunciar um suposto golpe financeiro contra a entidade no valor de 7 milhões. A crise se estabeleceu quando a construtora Cometa se apresentou como proprietária de um terreno que teria sido vendido pela diretoria de 2015 tendo à frente o presidente Antônio Toledo.

O Esporte Clube Cabo Branco (ECCB) foi, no século passado, símbolo de riqueza para quem morava em João Pessoa. Mas a situação agora é outra. O clube acumulou dívidas e a situação foi parar nos tribunais. O clube, que já foi levado a leilão, tenta sobreviver.

Na semana passada, o JORNAL DA PARAÍBA recebeu um documento que questiona o pagamento das dívidas. O demonstrativo financeiro apresentado aos sócios mostra que só de folha de pagamento foram pagos cerca de R $900 mil. Entretanto, os funcionários reclamam que há seis meses de pagamento em aberto referentes a um semestre de 2012. O depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não estaria sendo feito há pelo menos dez anos.

DENÚNCIA ANTIGA

Em 2015 o sócio do clube Joaquim Inácio Brito é um dos que pedem esclarecimentos sobre a quitação dos débitos. “Não estamos acusando ninguém, mas queremos saber como esse dinheiro foi aplicado. O demonstrativo informa que os pagamentos foram feitos, mas os funcionários reclamam de atraso, sem contar os outros problemas”, declarou. Brito começou a frequentar o clube ainda criança, acompanhado dos pais, que viveram, segundo ele, momentos inesquecíveis em Cabo Branco.

A receita, no valor de R $8 milhões (segundo os sócios) e de R $7 milhões segundo Tavinho Santos, foi proveniente da venda de parte do terreno da entidade. Joaquim Inácio presidiu a reunião realizada no ano de 2011 para decidir sobre a venda. “Muitos sócios vêm me questionar se as dívidas realmente foram pagas, mas eu não tenho como responder isso, por isso pedimos esses esclarecimentos”, afirmou.

Em consequência das dívidas acumuladas ao longo dos anos, o Cabo Branco perdeu a sede do clube na rua Duque de Caxias, durante um leilão judicial. Depois disso, um prédio menor foi alugado na mesma rua, mas o aluguel não foi pago, segundo informou Brito. “Diante disso, nós, sócios, nos juntamos e decidimos pagar o aluguel para termos um lugar para conversar, ler jornal, etc”, explicou.

Presidência

Os sócios do Esporte Clube Cabo Branco (ECCB) também questionam o fato de Tavinho Santos se apresentar como presidente da entidade. Segundo eles, Tavinho, embora tenha sido eleito na última eleição, foi destituído do cargo em menos de 24 horas pela Justiça. Com isso, Antônio Toledo que era o vice, assumiu como interventor, segundo explicaram os sócios do clube.

Sem resposta

Durante uma semana o JORNAL DA PARAÍBA tentou entrar em contato com Tavinho Santos para ouvir seu posicionamento a respeito das denúncias, mas ele não atendeu aos telefonemas. Na sede do clube, em Miramar, ele também não foi localizado. A reportagem também não encontrou Antônio Toledo, para ouvir sua versão dos fatos. A reportagem procurou falar com o ex-presidente Antonio Toledo mas obteve resposta.

O OUTRO LADO

A redação do Polêmica Paraíba entrou em contato com a parte contrária e até o momento da publicação desta matéria nós não fomos atendidos. Continuamos à disposição.

** Polêmica Paraíba

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